Matéria: A Obesidade Mórbida

A obesidade é reconhecida hoje como importante problema de saúde pública, pois afeta, em todo o mundo, um número crescente de pessoas, trazendo para elas graves problemas sociais e de saúde.

A Cirurgia da Obesidade está em ascensão no país. É um procedimento cirúrgico iniciado na década de 60, com grande avanço a partir de 1988. A partir da década de 90, começou a ser realizada no Brasil.

A população mundial está ficando obesa e o Brasil vem acompanhando essas estatísticas. Isso ocorre devido a alimentação inadequada, vida sedentária (não realização de atividade física, uso frequente do controle remoto, escadas rolantes, elevadores, uso de automóvel para qualquer distância), além da ansiedade e o estresse dos nossos dias que nos levam a comer cada vez mais e de forma errada.

Essa porcentagem de obesos vem crescendo muito no país e a situação preocupa a classe médica. Os obesos têm propensão à doenças como diabetes, hipertensão arterial, transtornos respiratórios, colesterol elevado, artroses em joelhos e coluna, varizes, entre outras, sendo que nas mulheres há distúrbios da menstruação, podendo até ocorrer a infertilidade. Também faz parte desse quadro o preconceito da sociedade para com esses indivíduos.

Para determinarmos se uma pessoa é obesa utilizamos o Índice de Massa Corpórea (IMC). Esse índice é assim calculado: (Peso em kg e altura em metros)

Se seu resultado for de 20 kg/m2 a 25 kg/m2, seu peso é normal. De 25 a 30 kg/m2, é sobrepeso. De 30 a 40 kg/m2, você é obeso. Acima de 40 kg/m2, é obeso mórbido.


As repercussões da obesidade no organismo são variáveis em número e na intensidade, de acordo com o valor do IMC. Está claro que, quanto maior for este índice, mais frequentes e graves serão as doenças associadas.

As formas de obesidade leve e moderada são passíveis de tratamento não cirúrgico (dietético, fisioterápico e psicológico), porém as pessoas com obesidade mórbida ou super obesas, dificilmente perdem peso caso não sejam submetidas a um tipo de cirurgia que se denomina cirurgia bariátrica.

O objetivo do tratamento cirúrgico é o de reduzir o peso a níveis nos quais os riscos da obesidade se tornem aceitáveis, e a mortalidade seja próxima à da população não obesa.

Pacientes com peso corporal 45kg acima do seu peso ideal (IMC superior à 40) têm indicação cirúrgica aceita para o tratamento da obesidade mórbida. Também são candidatos à cirurgia pessoas com IMC entre 35 e 40, caso apresentem doenças associadas com formas graves, porém reversíveis, ou mais facilmente controláveis com a perda de peso, tais como a diabete, hipertensão arterial e as artrites.

Essa cirurgia está contra indicada quando o paciente tem dúvidas quanto às modificações em sua vida que lhe levarão à redução do peso. Nesse sentido o indivíduo é soberano em sua decisão. Do ponto de vista médico está contra indicada no caso de pacientes alcoólatras, especialmente se estes já forem portadores de cirrose hepática, usuários de drogas ou pessoas portadoras de distúrbios psiquiátricos.

É importante frisar que o sucesso do tratamento cirúrgico depende principalmente da motivação do indivíduo e de uma indicação cirúrgica precisa. É muito importante que o obeso se sinta devidamente esclarecido e deseje alcançar os benefícios oferecidos pela cirurgia. Deve aceitar plenamente o que lhe é proposto, compreendendo as razões da operação e estar preparado para eventuais desconfortos ou mesmo complicações próprias de qualquer ato cirúrgico.

Para tanto, é fundamental a existência de uma equipe multidisciplinar onde todos os profissionais envolvidos (médicos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e enfermeiros) sejam motivados e tenham, cada um em sua área, profundos conhecimentos das alterações próprias da obesidade, para poderem julgar a indicação e o momento oportuno da realização da cirurgia.


Há várias opções para o tratamento desses obesos:


Balão Intra-Gástrico: É colocado um balão no estômago e ao comer a pessoa tem uma saciedade precoce pois seu estômago está parcialmente ocupado pelo balão.


Banda Gástrica: É como uma cinta que “amarra” o estômago, deixando-o como uma ampulheta.


Cirurgia de Redução do Estômago.


Para a maioria das pessoas a solução vem mesmo através da cirurgia de redução do estômago, também chamada de Gastroplastia Vertical. A cirurgia tem em média duração de 3 horas, com estimativa de 3 dias de internação, e o paciente pode, quando não há complicações, voltar ao trabalho após 3 semanas da cirurgia, em média.

Com o estômago menor a pessoa ingere menos alimento e, com isso, durante o primeiro ano após o tratamento cirúrgico chega a perder, em média, 40% do seu peso inicial.

 

Balão Intra-Gástrico
Banda Gástrica
Cirurgia de Redução do Estômago
( Fobi-Capella )

 

É necessário que o obeso tenha plena consciência que seu tratamento não se encerra na alta hospitalar, mas que necessitará submeter-se às regras de comportamento que lhe assegurem o melhor resultado possível. Para isso, contará com o apoio e intervenção, sempre que necessário, da equipe multidisciplinar. Portanto, fazer a cirurgia ou não, é uma decisão do paciente, da família e dos médicos. Quando bem indicada, é capaz de transformar um obeso, com perspectivas sombrias, em pessoa saudável e capaz de reintegrar-se à vida.

     

Isso tudo faz com que as pessoas, ao perderem peso, melhorem sua auto estima,  levando uma vida mais saudável e fazendo das atividades físicas  um hábito. 

     

Nós da RR MÉDICOS CIRURGIÕES iniciamos a realização das cirurgias para tratamento da obesidade mórbida em 1999, após longo período de aprendizado e estágios com a equipe do Dr. Arthur Garrido no Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Contamos hoje com um total de 1000 pacientes operados, todos com sucesso, o que nos tem deixado cada vez mais entusiasmados com o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida.


Esse tema - TRATAMENTO CIRÚRGICO DA OBESIDADE MÓRBIDA - é apresentado, por nós da RR MÉDICOS CIRURGIÕES, a todas as pessoas que tenham interesse no assunto, obesos ou não, em reuniões de aproximadamente 45 minutos, com projeções de slides e depoimentos de pacientes já operados. As palestras são realizadas mensalmente em hospitais e teatros da região do ABC.