Matéria: Endoscopia

A Endoscopia Digestiva Alta, também conhecida como esofagogastroduodenoscopia ou panendoscopia, é um exame realizado com o auxílio de um endoscópio (tubo flexível composto por um sistema de fibras ópticas e de fonte de luz) capaz de possibilitar a visualização direta da porção interna dos órgãos do trato digestivo superior. Este segmento é composto pelo esôfago, estômago e porção inicial do intestino delgado, duodenal. Com o auxílio da endoscopia temos a possibilidade de diagnosticar várias patologias, entre elas: gastrite, esofagite, refluxo gastro esofágico, úlceras pépticas, pólipos e tumores. Além da utilização como método diagnóstico a endoscopia também é um procedimento que pode ser utilizado com caráter terapêutico, permitindo a realização de retirada de corpos estranhos, controle de sangramento em úlceras pépticas, retirada de pólipos, entre outros.


PREPARO:


O paciente deve permanecer 12 horas de jejum absoluto, inclusive líquidos (água). Caso seja um paciente usuário de medicamentos de uso continuado, como anti hipertensivos por exemplo, os mesmos poderão ser ingeridos desde que com a menor quantidade possível de líquido.

Nos casos de pacientes diabéticos a medicação hipoglicemiante ou a insulina deverá ser usada somente após o término do exame, evitando assim a ocorrência de um episódio de hipoglicemia secundário ao jejum prolongado. Para a realização do exame é obrigatória a presença de um acompanhante, maior de idade que se responsabilizará pela condução do paciente após o término do mesmo.


O EXAME:


O paciente fará uso de algumas medicações com intenção de reduzir o incômodo que o exame pode ocasionar, sendo que o principal deles é a náusea.

Inicialmente será administrada uma medicação em gotas, a Dimeticona, que deverá reduzir as bolhas de ar que dificultam a visualização da mucosa dos órgãos.

No momento do exame o paciente receberá um spray anestésico em sua garganta, de ação local para reduzir a sensibilidade da área e com isso diminuir o incômodo durante a passagem do aparelho. Faz-se uso também de uma medicação endovenosa, geralmente uma associação de Meperidina e Midazolan, que vão causar a sedação do paciente que, provavelmente, sequer lembrará da realização do exame.

Durante o exame o paciente permanecerá deitado sobre o lado esquerdo do corpo, utilizando um bocal por onde o aparelho será introduzido.

Caso sejam necessárias biópsias poderão ser realizadas, sem que isto cause qualquer sensação de dor ou desconforto adicional ao exame. Nos casos onde o médico solicitar a pesquisa de H. Pylori, a biópsia será realizada para que o material possa ser submetido ao teste para detecção da presença da bactéria.


PÓS EXAME:


Após o término do exame o paciente permanecerá por cerca de 30 minutos em repouso, para que possa se recuperar da sedação. Mesmo após este período não será possível dirigir ou realizar quaisquer atividades que exijam concentração. Por este motivo a presença do acompanhante é indispensável. Caso esteja em horário de trabalho a equipe deverá ser avisada a fim de confeccionar um atestado médico que terá validade por todo o dia. Não é incomum o paciente ir para casa, dormir e não lembrar sequer que realizou o exame.

A sensação da garganta anestesiada permanece por cerca de 20 minutos após o término do exame, voltando gradativamente ao normal. Não há qualquer restrição de ingesta alimentar após a realização do exame.

O resultado do exame será entregue no dia seguinte à sua realização.


Não será permitida a realização do exame sem acompanhante;

Não será permitido que o acompanhante retire-se da clínica antes da liberação do paciente;

O paciente não poderá dirigir durante 12 horas após o exame;

O paciente não poderá ingerir bebida alcoólica durante 12 horas após o exame;

O paciente deve deixar com o acompanhante: bolsa, carteira, documentos em geral, celular, pager, etc;


COMO É REALIZADA A ENDOSCOPIA DIGESTIVA?


O exame é realizado através da introdução pela boca, de um tubo flexível equipado com uma fibra óptica que permite a visualização interna dos órgãos. Embora se trate de um tubo bastante flexível e de um diâmetro inferior ao dos órgãos que irá examinar, é natural que o exame cause um pequeno grau de desconforto. Visando minimizar este desconforto algumas medidas são adotadas e algumas orientações feitas:

 

01.
Administração de Lulftal® com intenção de reduzir as "bolhas" do estômago tornando com isso o exame mais rápido e de fácil realização.
02.
Administração de Xylocaína® spray que levará à anestesia da garganta, reduzindo a sensibilidade local durante o exame.
03.
Sedação: é feita uma injeção endovenosa que causará relaxamento, com provável sonolência sendo que, na maioria das vezes, o paciente não perceberá a realização do exame.
04.
Durante o exame evite movimentar sua língua, não engula a saliva e respire só pelo nariz.


A REALIZAÇÃO DE BIÓPSIA É SEMPRE NECESSÁRIA?


Não. A biópsia pode ser realizada com dois objetivos: pesquisa de uma bactéria chamada Helycobacter Pylori através de um teste chamado urease, ou para realização de exame anátomo patológico. O teste de urease será realizado sempre que seu médico solicitar. A biópsia para realização de anátomo patológico será realizada sempre que o médico endoscopista julgar necessário de acordo com os resultados verificados no exame.


COMO SERÁ MINHA RECUPERAÇÃO APÓS O EXAME?


A reação à sedação é individual porém, na maioria das vezes, após cerca de 30 minutos o paciente será liberado. Mesmo que o paciente se sinta recuperado o mesmo não poderá dirigir nas 8 horas que sucederem o exame, devendo evitar também a realização de tarefas que requeiram maior atenção.


SE EU VOU FICAR EM REPOUSO APÓS O EXAME, COMO SERÁ MEU DIA NO TRABALHO?


O paciente tem direito a um atestado médico que o afastará do trabalho por todo o dia. O atestado deverá ser solicitado ao médico realizador da endoscopia no momento da entrevista pré-exame.


SE EU VOU FICAR EM REPOUSO APÓS O EXAME, COMO SERÁ MEU DIA NO TRABALHO?


O resultado do exame será entregue no dia seguinte à sua realização.